Rinite ou sinusite: como saber a diferença pelos sintomas?
- 21 de jul.
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Atualizado: 23 de jul.
Nariz entupido, coriza, espirros, dor de cabeça e sensação de pressão no rosto. Quando esses sintomas aparecem, é comum surgir a dúvida: é rinite ou sinusite?
Embora as duas condições afetem a respiração e possam provocar sintomas semelhantes, elas não são a mesma coisa. A rinite é uma inflamação da mucosa que reveste o interior do nariz. Já a sinusite, chamada na medicina de rinossinusite, envolve também os seios da face, cavidades localizadas ao redor do nariz, dos olhos e da testa.
Observar quais sintomas predominam, como eles começaram e por quanto tempo permanecem pode ajudar a diferenciar os quadros. No entanto, nem sempre é possível chegar a uma conclusão apenas pelo que o paciente sente. Por isso, sintomas frequentes, intensos ou persistentes precisam ser avaliados por um otorrinolaringologista.
O que é rinite?
A rinite é uma inflamação da mucosa nasal. Ela pode ter origem alérgica ou não alérgica, mas a rinite alérgica é uma das formas mais conhecidas.
Nesse caso, os sintomas aparecem porque o organismo reage de maneira exagerada ao entrar em contato com substâncias que normalmente seriam inofensivas, como ácaros, poeira, mofo, pólen e pelos de animais. Perfumes, fumaça, produtos de limpeza e mudanças bruscas de temperatura também podem desencadear ou intensificar uma crise.
Entre os sintomas mais comuns da rinite estão:
espirros, principalmente em sequência;
coceira no nariz, nos olhos ou na garganta;
coriza geralmente transparente;
nariz entupido;
lacrimejamento;
redução do olfato;
sensação de secreção escorrendo para a garganta.
A combinação de espirros, coceira e coriza clara costuma ser bastante característica da rinite alérgica. Os sintomas podem surgir rapidamente após o contato com um gatilho e melhorar quando a pessoa se afasta dele.
O que é sinusite?
A sinusite é uma inflamação dos seios da face. Como essa inflamação também costuma atingir a mucosa do nariz, o termo médico mais utilizado é rinossinusite.
O quadro agudo aparece frequentemente após uma infecção viral das vias respiratórias, como um resfriado. Na maioria das vezes, os sintomas melhoram progressivamente. Em alguns pacientes, porém, eles permanecem, pioram depois de uma melhora inicial ou se tornam recorrentes.
Os principais sintomas da sinusite são:
obstrução ou congestão nasal;
secreção nasal ou secreção descendo pela garganta;
dor ou sensação de pressão no rosto;
redução ou perda do olfato;
dor de cabeça;
tosse, especialmente em crianças;
sensação de peso na testa, ao redor dos olhos ou nas maçãs do rosto;
mau hálito em alguns casos;
febre, principalmente em quadros agudos mais intensos.
Para a caracterização da rinossinusite, geralmente estão presentes pelo menos dois sintomas principais, sendo um deles a obstrução nasal ou a presença de secreção. Dor facial e alteração do olfato também são sinais importantes na avaliação.
Qual é a diferença entre rinite e sinusite?

A principal diferença está no local e no padrão da inflamação.
Na rinite, a inflamação se concentra na mucosa nasal. Por isso, os sintomas mais característicos são coceira, espirros, coriza transparente e nariz entupido.
Na sinusite, o processo inflamatório envolve também os seios da face. Além do nariz entupido e da secreção, o paciente pode apresentar pressão facial, dor, alteração do olfato e sintomas que começaram após uma infecção respiratória.
De forma geral:
Os sintomas sugerem mais rinite quando há:
crises de espirros;
coceira no nariz e nos olhos;
coriza clara e abundante;
sintomas associados à poeira, ao mofo, a animais ou a mudanças de temperatura;
melhora ao se afastar do possível gatilho;
repetição das crises em determinadas épocas ou ambientes.
Os sintomas sugerem mais sinusite quando há:
pressão ou dor no rosto;
secreção nasal mais espessa;
redução importante do olfato;
sintomas iniciados após gripe ou resfriado;
piora depois de uma melhora inicial;
obstrução nasal persistente;
febre associada a um quadro mais intenso.
Essas características ajudam a orientar a investigação, mas não substituem a avaliação médica. Também é possível que uma pessoa tenha rinite e sinusite ao mesmo tempo. Uma rinite mal controlada pode favorecer a obstrução nasal e dificultar a drenagem das secreções, contribuindo para outros processos inflamatórios.
Como o diagnóstico é feito?
O diagnóstico começa com uma conversa detalhada. É importante entender quando os sintomas começaram, quais são os gatilhos, quanto tempo duram as crises, se existe dor, alteração do olfato, secreção, febre, ronco ou dificuldade para dormir.
O exame físico permite avaliar o interior do nariz e identificar sinais de inflamação, alterações anatômicas e presença de secreções.
Quando necessário, a nasofibroscopia pode ser realizada durante a própria consulta. O exame utiliza um aparelho fino e flexível para visualizar as vias aéreas superiores, incluindo nariz, garganta e laringe. Ele ajuda a identificar alterações como desvio de septo, aumento dos cornetos, pólipos, secreções, inflamações e outras causas de obstrução nasal.
Nem todo paciente precisa realizar exames de imagem. A necessidade depende da história clínica, dos achados da avaliação e da suspeita diagnóstica.
O tratamento da rinite e da sinusite é igual?
Não. Como as causas são diferentes, o tratamento também precisa ser individualizado.
Na rinite, o objetivo costuma ser controlar a inflamação, reduzir o contato com os gatilhos e prevenir novas crises. Dependendo do caso, podem ser indicados lavagem nasal, medicamentos antialérgicos, sprays nasais ou investigação alérgica.
Na sinusite, a conduta depende do tipo, da duração e da causa do quadro. Lavagem nasal e medicamentos para controlar a inflamação podem fazer parte do tratamento. Antibióticos são reservados para situações específicas e não devem ser usados em toda crise de sinusite.
Pacientes com sintomas recorrentes também precisam ser avaliados quanto à presença de rinite, desvio de septo, pólipos nasais, aumento dos cornetos, alterações da imunidade e outros fatores que podem manter a inflamação.
O mais importante não é apenas aliviar o nariz entupido naquele momento, mas entender por que o sintoma está acontecendo.
Otorrinolaringologista em São Paulo - SP
Se os sintomas nasais são frequentes, interferem no seu sono ou continuam voltando mesmo após diferentes tratamentos, é importante investigar a causa.
Sou médica otorrinolaringologista com formação pela Unifesp, especialização em Medicina do Sono pelo Instituto do Sono de São Paulo e 16 anos de experiência no atendimento de adultos e crianças.
Em meu consultório em São Paulo - SP, realizo uma avaliação detalhada e, quando necessário, exames como a nasofibroscopia durante a própria consulta. O objetivo é que você compreenda o que está acontecendo e saia com um diagnóstico e um plano claro para o seu caso.


